Faça a experiência. Entre numa loja de roupas, e escolha uma peça. Pode ser à sorte. Pegue na peça, como se estivesse interessado/a, e procure a etiqueta que, normalmente, acompanha as peças desde a origem. Essa etiqueta é cosida à peça e, normalmente, contém: composição (x de lã, y de elastano, por exemplo), instruções de lavagem e "Made in...".
Observe bem. Não encontra o "Made in"? Verifique se, por acaso, a etiqueta não apresenta sinais de ter sido cortada. Se não encontra a parte que diz "Made in", é porque foi cortada. E foi cortada, porquê? Ora, porque, naturalmente, era "Made in... China".
Ai você é dequeles/as que garantem nunca comprar nada nas lojas chinesas? Tudo bem, até pode nunca ter entrado numa loja chinesa; mas nunca garanta que nunca comprou "Made in China".
É verdade. Há casas de moda, bem portuguesas, que se abastecem na "Chinatown", cortam as etiquetas de origem, e aplicam etiquetas "da casa". Obviamente, compram por preços "Made in China" e vendem por preços "Made in Portugal".
Notem: não é boato; tive o cuidado de confirmar. Ou então, expliquem-me por que razão as etiquetas são cortadas (na loja, "explicaram-me" que a peça já vinha assim do armazenista. Não tive contra-argumentos).
Quem disse que os portugas não são espertos?
2013-02-05
2013-01-31
Corrupção?????
A comunicação social refere Mariano Rajoy como estando envolvido num caso de corrupção.
Façam-se um favor: falem-me de padres corruptos, de polícias corruptos, de médicos corruptos enfim, falem do que quiserem corrupto. Mas, por favor: não me falem de políticos corruptos.
Detesto pleonasmos.
Façam-se um favor: falem-me de padres corruptos, de polícias corruptos, de médicos corruptos enfim, falem do que quiserem corrupto. Mas, por favor: não me falem de políticos corruptos.
Detesto pleonasmos.
2013-01-05
Um caso de bur(r)ocracia
Fatiade Salame é um nome fictício, que atribuo a uma pessoa que existe mesmo. Conheço-a e trato-a por tu.
Veio da Guiné-Bissau com um passaporte no bolso e um sonho na mente: aliviar a miséria em que se encontrava.
Fatiade Salame encontrou emprego na construção civil, onde se afincou durante uma temporada. Depois, a firma viu-se na contingência de dispensar pessoal. Fatiade Salame foi dos primeiros a ser dispensado, por ser dos mais modernos. De repente, Fatade Salame viu-se na rua, sem direito a subsídio de desemprego, por o patrão não ter procedido aos devidos descontos. No bolso, continuava o passaporte, já devidamente caducado.
Fatiade Salame começou a sobreviver graças à solidariedade que é paradigma das gentes africanas. Mas continuou a procurar emprego.
Um dia, teve um mau encontro com a Polícia de Segurança Pública que, numa acção de rotina, verificou que Fatiade se encontrava em situação ilegal. Remeteu-se o caso para o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) que advertiu Fatiade Salame: tinha de arranjar emprego, não podia continuar naquela situação. Mas não é fácil arranjar emprego quando alguém se encontra em situação ilegal: "Vá ao SEF pedir uma autorização de residência, só assim lhe posso dar emprego. Empregar ilegais é punível por lei". Fatiade foi ao SEF: "Arranje emprego, que nós damos-lhe a autorização de residência". Cena que se repete com frequência.
Não é estória, é verdade. Fatiade Salame sente-se uma bola de ténis, a levar pancada nos dois lados da rede. Sobrevive a expensas de uma irmã, que ganha menos que o ordenado mínimo (sim, isso é possível) e que tem quatro filhos a quem dar de comer.
Portugal, século XXI, com burocracia do século XIX. Troca de símbolos, apenas...
Veio da Guiné-Bissau com um passaporte no bolso e um sonho na mente: aliviar a miséria em que se encontrava.
Fatiade Salame encontrou emprego na construção civil, onde se afincou durante uma temporada. Depois, a firma viu-se na contingência de dispensar pessoal. Fatiade Salame foi dos primeiros a ser dispensado, por ser dos mais modernos. De repente, Fatade Salame viu-se na rua, sem direito a subsídio de desemprego, por o patrão não ter procedido aos devidos descontos. No bolso, continuava o passaporte, já devidamente caducado.
Fatiade Salame começou a sobreviver graças à solidariedade que é paradigma das gentes africanas. Mas continuou a procurar emprego.
Um dia, teve um mau encontro com a Polícia de Segurança Pública que, numa acção de rotina, verificou que Fatiade se encontrava em situação ilegal. Remeteu-se o caso para o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) que advertiu Fatiade Salame: tinha de arranjar emprego, não podia continuar naquela situação. Mas não é fácil arranjar emprego quando alguém se encontra em situação ilegal: "Vá ao SEF pedir uma autorização de residência, só assim lhe posso dar emprego. Empregar ilegais é punível por lei". Fatiade foi ao SEF: "Arranje emprego, que nós damos-lhe a autorização de residência". Cena que se repete com frequência.
Não é estória, é verdade. Fatiade Salame sente-se uma bola de ténis, a levar pancada nos dois lados da rede. Sobrevive a expensas de uma irmã, que ganha menos que o ordenado mínimo (sim, isso é possível) e que tem quatro filhos a quem dar de comer.
Portugal, século XXI, com burocracia do século XIX. Troca de símbolos, apenas...
2012-12-04
Sorria.Está a ser filmado/a
A comunicação social anuncia que o Governo vai obrigar certos estabelecimentos - designadamente farmácias, ourivesarias e postos de abastecimento de combustível - a dotar as suas superfícies comerciais com câmaras de vigilância. Parece que esta medida só se aplicará aos estabelecimentos que abram futuramente, pelo que se prevê uma corrida aos dispositivos de vigilância, graças à enorme expansão da nossa economia.
Parece-me acertada, esta medida. Pelo menos, os telespectadores deixarão de ser, diariamente, confrontados com a pasmaceira pachorrenta dos discursos do Gaspar, e passarão a verificar como é que os assaltos são realizados. Sempre é outra diversão, muito mais apelativa. Mas para ter êxito, esta medida deve ser acompanhada por outra: a de proibir terminantemente os assaltantes de usarem gorros, capacetes, capuzes, óculos de sol, máscaras, e outras aldrabices que não permitam que sejam identificados. Quem o fizer é bom que pague uma multa, convertida em prisão.
Finalmente, era conveniente que a futura Lei indicasse claramente qual a marca de câmaras de vigilância a instalar. Se possível, por ajuste directo. Para evitar eventuais concorrentes...
Parece-me acertada, esta medida. Pelo menos, os telespectadores deixarão de ser, diariamente, confrontados com a pasmaceira pachorrenta dos discursos do Gaspar, e passarão a verificar como é que os assaltos são realizados. Sempre é outra diversão, muito mais apelativa. Mas para ter êxito, esta medida deve ser acompanhada por outra: a de proibir terminantemente os assaltantes de usarem gorros, capacetes, capuzes, óculos de sol, máscaras, e outras aldrabices que não permitam que sejam identificados. Quem o fizer é bom que pague uma multa, convertida em prisão.
Finalmente, era conveniente que a futura Lei indicasse claramente qual a marca de câmaras de vigilância a instalar. Se possível, por ajuste directo. Para evitar eventuais concorrentes...
2012-12-02
O feriado do 1º
Desde que me lembro o 1º de Dezembro sempre foi feriado. É um feriado histórico, que faz parte da nossa memória colectiva. E que até poderia ser aproveitado, futuramente, para a realização de eleições, fossem elas de que cariz fossem, já que dificilmente o Zé Povo vai à praia, neste dia. Comemora (eu prefiro bebemorar, mas há gostos para tudo) o dia em que nos livrámos do jugo espanhol, embora ainda haja (?) quem ache que estaríamos melhor se o 1640 não tivesse acontecido. Opiniões...
Mas os tempos mudaram. E a troica (um conjunto de três carteiristas, chama-se terno, trio ou trempe; troica, é a primeira vez que ouço) achou que os portugueses não passavam de uma cambada de madraços, que o que precisavam era de trabalhar. Vai daí, há que cortar os feriados que, juntamente com os domingos, são os dias em que não se faz a ponta de um corno. Fora os outros, claro.
Ora, o nosso católico governo não esteve com meias-medidas; provavelmente para não chatear "nuestros hermanos", com quem a gente se dá bem, eliminaram o feriado . em que se comemorava o dia em que nos vimos livres deles. E não mexeram no 25 de Abril!!!
Não concordo. O dias 25 de Abril faz, a cada dia que passa, menos e menos sentido. Não tem razão de existir, como feriado. Exemplos? O 25/4 veio para acabar com desigualdades; no entanto, há presos que se dão ao luxo de escolherem a prisão para onde querem ir, devido à "falta de condições"; tem direito à justiça, à saúde,ao ensino, quem tiver dinheiro; os outros, que se amanhem.
A Constituição saída do 25/4 previa saúde universal e gratuita; depois, passou a tendencialmente gratuita; agora, é (bem) paga, e quanto a universal... estamos conversados. Ou tens dinheiro e vais para um hospital privado, ou contentas-te com a doença. O ensino segue o mesmo caminho. A liberdade de imprensa... bem, o melhor é acautelarem-se. As eleições democráticas... Espera aí: quando a maioria dos votantes não põe os pés nas assembleias de voto, isso são eleições democráticas? Quando eu não escolho os meus representantes (vota-se nos partidos, e não nas pessoas) isso é democracia? Quando o presidente da República é eleito por uma minoria que resolveu ir às urnas, é o "presidente de todos os portugueses"? Quando só falta voltar a (re)criar a Legião Portuguesa para dar sopa aos desvalidos, isso é democracia? Quando a Igreja exige a manutenção dos "seus" feriados, quando o Estado paga vencimentos a capelães, seja nos hospitais seja nas prisões - para além de outras exigências - isso é democracia? Quando o Estado (todos nós) compra um banco falido, isso é democracia? Quando os verdadeiros responsáveis pelo estado a que Portugal chegou se passeiam impunemente e não são chamados à responsabilidade, isso é democracia?
As esperanças que brotaram no 25 de Abril morreram todas. os sucessivos governos foram-se encarregando de as matar, enquanto alguns bandulhos se foram enchendo. Houve um governante que, num raro momento de lucidez, entendeu que o 25 de Abril não foi revolução, foi evolução. Ele lá sabia o que estava a dizer.
Comemorar o quê, em 25 de Abril?
Mas os tempos mudaram. E a troica (um conjunto de três carteiristas, chama-se terno, trio ou trempe; troica, é a primeira vez que ouço) achou que os portugueses não passavam de uma cambada de madraços, que o que precisavam era de trabalhar. Vai daí, há que cortar os feriados que, juntamente com os domingos, são os dias em que não se faz a ponta de um corno. Fora os outros, claro.
Ora, o nosso católico governo não esteve com meias-medidas; provavelmente para não chatear "nuestros hermanos", com quem a gente se dá bem, eliminaram o feriado . em que se comemorava o dia em que nos vimos livres deles. E não mexeram no 25 de Abril!!!
Não concordo. O dias 25 de Abril faz, a cada dia que passa, menos e menos sentido. Não tem razão de existir, como feriado. Exemplos? O 25/4 veio para acabar com desigualdades; no entanto, há presos que se dão ao luxo de escolherem a prisão para onde querem ir, devido à "falta de condições"; tem direito à justiça, à saúde,ao ensino, quem tiver dinheiro; os outros, que se amanhem.
A Constituição saída do 25/4 previa saúde universal e gratuita; depois, passou a tendencialmente gratuita; agora, é (bem) paga, e quanto a universal... estamos conversados. Ou tens dinheiro e vais para um hospital privado, ou contentas-te com a doença. O ensino segue o mesmo caminho. A liberdade de imprensa... bem, o melhor é acautelarem-se. As eleições democráticas... Espera aí: quando a maioria dos votantes não põe os pés nas assembleias de voto, isso são eleições democráticas? Quando eu não escolho os meus representantes (vota-se nos partidos, e não nas pessoas) isso é democracia? Quando o presidente da República é eleito por uma minoria que resolveu ir às urnas, é o "presidente de todos os portugueses"? Quando só falta voltar a (re)criar a Legião Portuguesa para dar sopa aos desvalidos, isso é democracia? Quando a Igreja exige a manutenção dos "seus" feriados, quando o Estado paga vencimentos a capelães, seja nos hospitais seja nas prisões - para além de outras exigências - isso é democracia? Quando o Estado (todos nós) compra um banco falido, isso é democracia? Quando os verdadeiros responsáveis pelo estado a que Portugal chegou se passeiam impunemente e não são chamados à responsabilidade, isso é democracia?
As esperanças que brotaram no 25 de Abril morreram todas. os sucessivos governos foram-se encarregando de as matar, enquanto alguns bandulhos se foram enchendo. Houve um governante que, num raro momento de lucidez, entendeu que o 25 de Abril não foi revolução, foi evolução. Ele lá sabia o que estava a dizer.
Comemorar o quê, em 25 de Abril?
2012-10-12
Estamos salvos!!!
Estamos salvos!!!
Finalmente.
Segundo o mui católico Jornal de Notícias", uma catrefada de gente vai até Fátima pedir à respectiva senhora para ajudar o país.
Desde logo, se levanta a questão: só agora??? Só agora, que o Gaspar y sus mucha
Finalmente.
Segundo o mui católico Jornal de Notícias", uma catrefada de gente vai até Fátima pedir à respectiva senhora para ajudar o país.
Desde logo, se levanta a questão: só agora??? Só agora, que o Gaspar y sus mucha
chos nos foram ao bolso, eu ia dizer que nos tinham ido a outro sítio, mas contive-me, no fim de contas o assunto é religioso, nada de pornografias, dizia eu que só agora é que se lembraram de pedir ajuda????
Claro que isto levanta uma série de questões. Assim: a dita "rainha de Portugal" não sabe o que se passa no seu reino? Será que é uma figura decorativa, como alguns presidentes da república que eu conheço? Então, se a gaja não manda nada, vão pedir para quê? E é preciso ir a Fátima? É só lá que a senhora atende? Está muito atrasada, a rapariga. A Maya já dá consultas pelo telefone e pela TV.
De qualquer modo, estou convencido de que, finalmente, o país vai ter rumo. Com a senhora a orientar o gado, tudo vai ficar nos conformes: o IRS vai desaparecer, vão ser atribuídos 16 meses de vencimento, o combustível vai ficar mais barato que a água da torneira, e eu sou o coelhinho da Páscoa. Só se lamenta é que os governos, o do Sócrates e o do Passos, não se tenham lembrado de ir fazer uma peregrinações a Fátima, em vez de andarem a pedir caguinhas à troica. No fim de contas, a roupa suja sempre era lavada em casa, e a senhora Merkel ficava sem saber da nossa vida. Uma data de ateus, é o que eles são!
Pronto, vou já tratar de mudar de carro, que isto de rezar resulta sempre.
Ai não, que não resulta. Eu até ia mais longe, e punha aquela gente toda no governo da nação. Religiosos em vez de políticos, é só a experiência que nos falta. Sim, porque pelos vistos, aquela gente da Opus Dei também não merece nenhuma consideração do Altíssimo. Nem os da Maçonaria, aliás. Gente de devoção mariana é que nos interessa.
Ave Maria...
Claro que isto levanta uma série de questões. Assim: a dita "rainha de Portugal" não sabe o que se passa no seu reino? Será que é uma figura decorativa, como alguns presidentes da república que eu conheço? Então, se a gaja não manda nada, vão pedir para quê? E é preciso ir a Fátima? É só lá que a senhora atende? Está muito atrasada, a rapariga. A Maya já dá consultas pelo telefone e pela TV.
De qualquer modo, estou convencido de que, finalmente, o país vai ter rumo. Com a senhora a orientar o gado, tudo vai ficar nos conformes: o IRS vai desaparecer, vão ser atribuídos 16 meses de vencimento, o combustível vai ficar mais barato que a água da torneira, e eu sou o coelhinho da Páscoa. Só se lamenta é que os governos, o do Sócrates e o do Passos, não se tenham lembrado de ir fazer uma peregrinações a Fátima, em vez de andarem a pedir caguinhas à troica. No fim de contas, a roupa suja sempre era lavada em casa, e a senhora Merkel ficava sem saber da nossa vida. Uma data de ateus, é o que eles são!
Pronto, vou já tratar de mudar de carro, que isto de rezar resulta sempre.
Ai não, que não resulta. Eu até ia mais longe, e punha aquela gente toda no governo da nação. Religiosos em vez de políticos, é só a experiência que nos falta. Sim, porque pelos vistos, aquela gente da Opus Dei também não merece nenhuma consideração do Altíssimo. Nem os da Maçonaria, aliás. Gente de devoção mariana é que nos interessa.
Ave Maria...
2012-10-11
Apelo patriótico
Caros leitores, amigos ou nem por isso: o País está em crise, debate-se com dificuldades que todos conhecemos. Cabe-nos a nós, portugueses, contribuir para que Portugal volte a ser um país onde os governantes possam continuar a gastar à tripa-forra. Vejam o exemplo que nos é dado pela bancada parlamentar do Partido Socialista. Assim, sim! Nada de Bentelys, Aston-Martins ou Rolls-Royces. Nada! Só carrinhos utilitários.
São estes gajos que se assumem como "alternativa". Olha a novidade! Como se nós não soubéssemos.
Por isso, meus caros, nem vale a pena. Estes ou os outros, a diferença está nas moscas. A nossa desgraça é que não se vislumbra ninguém capaz de pôr ordem no país. Uns fanam, outros gamam.
No fim, quando o Povo já não puder mais, há sempre um país de sonho à espera. Paris, Bruxelas, ou um Alto Comissariado qualquer. Se não houver, inventa-se.
São estes gajos que se assumem como "alternativa". Olha a novidade! Como se nós não soubéssemos.
Por isso, meus caros, nem vale a pena. Estes ou os outros, a diferença está nas moscas. A nossa desgraça é que não se vislumbra ninguém capaz de pôr ordem no país. Uns fanam, outros gamam.
No fim, quando o Povo já não puder mais, há sempre um país de sonho à espera. Paris, Bruxelas, ou um Alto Comissariado qualquer. Se não houver, inventa-se.
2012-08-22
A polémica dos cartões
O grupo Jerónimo Martins (Pingo Doce) decidiu só aceitar o pagamento por cartões de débito para importâncias superiores a 20,00€, e o grupo Auchan (Jumbo) resolveu seguir os mesmos passos. Logo se levantaram vozes revoltadas, aqui d'el-rei que está ameaçada a segurança dos consumidores.
Vamos por partes.
Antes de mais, é consabido que a Banca mama em tudo quanto é teta. E quando não há teta para mamar, inventa-a. E os jornais dão-nos conta de que as comissões cobradas pela pagamento com cartão são exagerados. A Unicre vem alegar que as comissões estão em conformidade com os padrões europeus, mas a verdade é que esta gentalha só faz comparações com os padrões europeus quando se trata de mamar; porque quando de trata de pagar ao trabalhador, esquecem-se dos padrões europeus.
Adiante.
Ameaçada a "segurança dos consumidores"?? Porquê? Porque são obrigados a transportar valores, em dinheiro, inferiores a 20,00 euros? E o que é que se compra, hoje, com menos de 20 euros? Uma garrafa de águas? Um pão "bijou"? Alguém gasta só 20 euros ao fazer as compras para o mês? E onde é que está a "ameaça à segurança" quando se transportam 20 euros?
Alega-se, também, que vai contra a comodidade dos consumidores... Por favor, não brinquem com a minha inteligência, que ela é tão pequenina... Está ameaçada, sim, a comodidade dos operadores de caixa, que vão ter que se desunhar para arranjar trocos para as notas de 20 euros. E lá vamos nós voltar a ouvir a cantilena "Fico-lhe a dever um cêntimo, tá beinhe?" porque os preços acabam, quase todos, em ,99 €,
Não é a segurança, nem a comodidade dos consumidores, que estão ameaçadas; é a bolsa, porra!
Vamos por partes.
Antes de mais, é consabido que a Banca mama em tudo quanto é teta. E quando não há teta para mamar, inventa-a. E os jornais dão-nos conta de que as comissões cobradas pela pagamento com cartão são exagerados. A Unicre vem alegar que as comissões estão em conformidade com os padrões europeus, mas a verdade é que esta gentalha só faz comparações com os padrões europeus quando se trata de mamar; porque quando de trata de pagar ao trabalhador, esquecem-se dos padrões europeus.
Adiante.
Ameaçada a "segurança dos consumidores"?? Porquê? Porque são obrigados a transportar valores, em dinheiro, inferiores a 20,00 euros? E o que é que se compra, hoje, com menos de 20 euros? Uma garrafa de águas? Um pão "bijou"? Alguém gasta só 20 euros ao fazer as compras para o mês? E onde é que está a "ameaça à segurança" quando se transportam 20 euros?
Alega-se, também, que vai contra a comodidade dos consumidores... Por favor, não brinquem com a minha inteligência, que ela é tão pequenina... Está ameaçada, sim, a comodidade dos operadores de caixa, que vão ter que se desunhar para arranjar trocos para as notas de 20 euros. E lá vamos nós voltar a ouvir a cantilena "Fico-lhe a dever um cêntimo, tá beinhe?" porque os preços acabam, quase todos, em ,99 €,
Não é a segurança, nem a comodidade dos consumidores, que estão ameaçadas; é a bolsa, porra!
2012-08-16
Estatísticas
Sou um apreciador de estatísticas. Entre outras coisas, porque permitem fazer, com elas, o que quisermos. Por exemplo, manipular a opinião pública e atirar areia para os olhos dos idiotas.
Desde há uns anos que os sucessivos governos, curiosamente pertencentes à mesma área partidária, vêm fazendo crer, à população em geral, que os funcionários públicos são os mamões desta paróquia chamada Portugal. Crença que, naturalmente, desencadeia animosidade. Não é raro ouvir-se dizer, por exemplo, que os funcionários públicos têm a garantia de não irem para o desemprego. Não têm. Com a agravante de que quando vão, são os únicos que não recebem indemnização. Nem têm direito ao Fundo de Desemprego. E são os únicos que pagam ao patrão, para trabalhar.
A comunicação social tinha obrigação de elucidar a opinião pública. Mas, por razões que ,me escapam completamente, não o fazem. Porque não querem. Pelo contrário, tentam envenenar a opinião pública, como se pode ver aqui, aqui e aqui.
Meus amigos, eu também sei fabricar estatísticas. Querem ver como? É simples. Vamos supor que você é porteiro numa empresa privada, e ganha 480 euros; o presidente do conselho de administração dessa empresa, ganha,,, 20.000 euros por mês. Feitas as contas, o porteiro ganha, em média, 10.480 euros. O que até nem é mau, para um porteiro.
São essas contas que o povão é levado a fazer, basta ler os comentários às notícias. Cautelosamente, omite-se que há muitos funcionários públicos a ganhar pouco mais do que o ordenado mínimo.
Um bocadinho de honestidade intelectual, não ficava nada mal.
Desde há uns anos que os sucessivos governos, curiosamente pertencentes à mesma área partidária, vêm fazendo crer, à população em geral, que os funcionários públicos são os mamões desta paróquia chamada Portugal. Crença que, naturalmente, desencadeia animosidade. Não é raro ouvir-se dizer, por exemplo, que os funcionários públicos têm a garantia de não irem para o desemprego. Não têm. Com a agravante de que quando vão, são os únicos que não recebem indemnização. Nem têm direito ao Fundo de Desemprego. E são os únicos que pagam ao patrão, para trabalhar.
A comunicação social tinha obrigação de elucidar a opinião pública. Mas, por razões que ,me escapam completamente, não o fazem. Porque não querem. Pelo contrário, tentam envenenar a opinião pública, como se pode ver aqui, aqui e aqui.
Meus amigos, eu também sei fabricar estatísticas. Querem ver como? É simples. Vamos supor que você é porteiro numa empresa privada, e ganha 480 euros; o presidente do conselho de administração dessa empresa, ganha,,, 20.000 euros por mês. Feitas as contas, o porteiro ganha, em média, 10.480 euros. O que até nem é mau, para um porteiro.
São essas contas que o povão é levado a fazer, basta ler os comentários às notícias. Cautelosamente, omite-se que há muitos funcionários públicos a ganhar pouco mais do que o ordenado mínimo.
Um bocadinho de honestidade intelectual, não ficava nada mal.
2012-08-08
A factura
O Governo decidiu que todos os utentes do Serviço Nacional de Saúde (SNS) devem receber uma factura virtual de cada vez que se dirijam a uma urgência hospitalar. Mais tarde, essa factura incidirá, também, sobre os internamentos. Pretende, o Governo, alertar para os custos do SNS.
Julgo que, aos poucos, o Governo de PPC está a rasgar a Constituição. A qual refere ter, o cidadão, direito a um serviço nacional de saúde universal e tendencialmente gratuíto. Já agora, não esqueçamos que o tendencialmente só começou a fazer parte da Constituição há relativamente pouco tempo. Adiante.
Por isso, acho uma pieguice governamental esta coisa de estar a queixar-se dos gastos com os desgraçados que vão à urgência. Já agora: aqui há dias, uma pessoa da minha família dirigiu-se a uma urgência hospitalar, por receio de uma infecção generalizada (felizmente, não se confirmou). O médico observou-a, e mandou-a para casa aconselhando-a a continuar a medicação. Apenas. Lá se foram 20 euros, e eu pergunto: que tipo de factura passariam, se já estivesse em vigor no país?
Quanto aos internamentos: se o médico me mandar internar, logicamente haverá despesa. E depois? Será que sou internado de livre vontade? O hospital tem gastos? Pois tem, mas o Governo tem os meus impostos, que são para isso mesmo. Está bem, já sei que os impostos também têm de alimentar as Parcerias Publico-Privadas, e as rendas à EDP, Petrogal, etc. Mas não fui eu que assinei esses acordos.
Pensando bem...
Pensando bem, até talvez não seja má ideia, essa da factura piegas. Estou convencido - e isto a julgar pelos comentários que vejo na TV (curiosamente, não vi comentários contra, mas devo andar distraído) de que a ideia é boa. As pessoas olham para a factura, e pensam duas vezes antes de voltar ao hospital, sabendo das dificuldades que o país - perdão, a maioria dos habitantes - atravessa. Ora, sendo assim, talvez fosse boa ideia alargar a iniciativa. Por exemplo, os alunos das escolas públicas ficariam a saber quanto é que o ministério gasta com eles, e pensariam duas vezes antes de voltar à escola. As vítimas de crimes pensariam duas vezes antes de irem à polícia queixar-se de terem levado um tareão e, ainda por cima, terem ficado sem a carteira, o dinheiro, os cartões e o telemóvel. Finalmente, podia-se apresentar uma factura desse tipo aos que acabassem de cumprir pena de prisão.Ou aos que saíssem em precária.Estou convicto de que pensariam duas vezes antes de voltar para trás das grades.
Julgo que, aos poucos, o Governo de PPC está a rasgar a Constituição. A qual refere ter, o cidadão, direito a um serviço nacional de saúde universal e tendencialmente gratuíto. Já agora, não esqueçamos que o tendencialmente só começou a fazer parte da Constituição há relativamente pouco tempo. Adiante.
Por isso, acho uma pieguice governamental esta coisa de estar a queixar-se dos gastos com os desgraçados que vão à urgência. Já agora: aqui há dias, uma pessoa da minha família dirigiu-se a uma urgência hospitalar, por receio de uma infecção generalizada (felizmente, não se confirmou). O médico observou-a, e mandou-a para casa aconselhando-a a continuar a medicação. Apenas. Lá se foram 20 euros, e eu pergunto: que tipo de factura passariam, se já estivesse em vigor no país?
Quanto aos internamentos: se o médico me mandar internar, logicamente haverá despesa. E depois? Será que sou internado de livre vontade? O hospital tem gastos? Pois tem, mas o Governo tem os meus impostos, que são para isso mesmo. Está bem, já sei que os impostos também têm de alimentar as Parcerias Publico-Privadas, e as rendas à EDP, Petrogal, etc. Mas não fui eu que assinei esses acordos.
Pensando bem...
Pensando bem, até talvez não seja má ideia, essa da factura piegas. Estou convencido - e isto a julgar pelos comentários que vejo na TV (curiosamente, não vi comentários contra, mas devo andar distraído) de que a ideia é boa. As pessoas olham para a factura, e pensam duas vezes antes de voltar ao hospital, sabendo das dificuldades que o país - perdão, a maioria dos habitantes - atravessa. Ora, sendo assim, talvez fosse boa ideia alargar a iniciativa. Por exemplo, os alunos das escolas públicas ficariam a saber quanto é que o ministério gasta com eles, e pensariam duas vezes antes de voltar à escola. As vítimas de crimes pensariam duas vezes antes de irem à polícia queixar-se de terem levado um tareão e, ainda por cima, terem ficado sem a carteira, o dinheiro, os cartões e o telemóvel. Finalmente, podia-se apresentar uma factura desse tipo aos que acabassem de cumprir pena de prisão.Ou aos que saíssem em precária.Estou convicto de que pensariam duas vezes antes de voltar para trás das grades.
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