A revista "Sábado" noticia que Paulo Bento afirmou ter, Ricardo Carvalho, traído o País. Não sei de quem é a responsabilidade do termo "trair o país"; se da Sábado, se de Paulo Bento. De qualquer das formas, e sem pretender fazer juízos de valor relativamente à atitude de Ricardo Carvalho (estou-me borrifando para o futebol) há que pôr os pontos nos respectivos ii.
Em primeiro lugar, e embora não pareça, Portugal é bem maior que um mero campo de futebol. O país não se resume ao pontapé na bola - embora tudo indicie o contrário, e certos governantes cultivem esta confusão. Depois, não reconheço à selecção portuguesa de futebol qualquer representatividade do país. O país tem um representante, eleito pela maioria dos votantes (não confundir com a maioria dos portugueses). Não me recordo de ter, de algum modo, contribuído para a eleição dos "ricardos carvalhos" "cristianos ronaldos" etc. nem, sequer, fui chamado a pronunciar-me quanto à escolha do seleccionador. Eu, cidadão português e contribuinte (e de que maneira!) não fui tido nem achado quando puseram Paulo Bento a orientar a selecção de futebol. Nem quero ser! A selecção, no meu entender, não representa Portugal; representará, quando muito, a Federação Portuguesa de Futebol. Por isso, se Ricardo Carvalho traiu alguém, não foi o país: foram os interesses futebolísticos e/ou federativos.
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2011-09-02
2010-11-04
NÃO BLASFEMARÁS!
Apesar da minha idade, ainda há coisas que me vão deixando perplexo. Isto porque, afinal, todos os dias são apresentadas provas ou, pelo menos, indícios, de que Jeová não é assim tão poderoso como isso. Ou então, que há gente ainda mais papista que o Papa.
Vamos por partes. Vamos supor que eu estou em determinado local, onde também está um membro do Governo. Eu, numa ocasião de fúria, chamo "porco" a esse membro do Governo. Provavelmente, e porque se trata de um crime, o membro do Governo faz com que eu seja punido. Parece-me não ter lógica nenhuma que, por exemplo, o motorista ou o porteiro tratem do meu castigo. O ofendido é o membro do Governo, ele é que tem de ser ressarcido da ofensa. Mas vamos supor que o membro do Governo não fica ofendido, ou está-se borrifando para a ofensa: que legitimidade têm, o porteiro ou o motorista, para me castigarem?
Foram hipóteses. Vamos a factos: um jogador do Sampdória foi suspenso por blasfémia. Foi Jeová, que o suspendeu? Não, embora a notícia não especifique quem foi a entidade aplicadora do castigo. E a pergunta é: com que legitimidade? Por ter ofendido Deus? E quem garante que Deus se sentiu ofendido? Quem garante que Deus que, em princípio, está acima das rasteirices,terrenas, não se borrifou para o insulto, tal como o membro do Governo? Já agora: será que Deus não teria poder para castigar o ofensor? Não seria mais giro ser aplicada, logo, a justiça divina? Dir-me-ão: "Ah, e tal, ele será castigado no Juízo Final". Tudo bem, admitamos que sim. Mas será justo ser punido DUAS vezes pelo mesmo facto? Isso não é ilegal?
2008-08-21
AS OLIMPÍADAS

Estamos fartos. Eu, pelo menos, estou!!!
É altura de repensar, seriamente, os Jogos Olímpicos. Estamos quase a chegar a 2012, há que começar a preparar a próxima edição.
Vamos acabar com a hegemonia dos esforçados, dos bem preparados, dos ganhadores! Há sempre alguns que acabam por ganhar medalhas, em detrimento de uma esmagadora maioria, e isso não tem piada.
E os desistentes? Nunca ninguém se lembra dos desistentes? Porquê? Discriminação, é o que é!
Para quando um pódio para os desistentes? Julgam que é fácil d
esistir? Julgam que é qualquer um que desiste?Proponho, também, que seja incluído um novo desporto olímpico, onde os portugueses poderiam "dar cartas". Refiro-me a "fazer horas", desporto bem português. Nós somos campeões em fazer horas, já que fazemos horas para tudo.
Vamos começar a fazer horas até 2012, a garanto que viremos carregados de medalhas.
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