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2010-11-26

A MISSA DO BISPO


Acabo de "ouver" (como se sabe, é a aglutinação de "ouvir" e "ver"), nas televisões, que o bispo vai rezar missa para os despedidos da Groundforce..
Fico feliz, e esperançado. Para já, fico feliz por ser um bispo e não um mero padre a rezar a missa. Certamente que um bispo é muito mais poderoso e estará muito mais perto do "altíssimo" do que um sacerdote.Tem mais influência, certamente. Claro que se fosse um cardeal seria muito melhor, mas pronto, não podemos ser muito exigentes... Também é verdade que na tal sociedade civil, designadamente ao nível da política, as melhores cunhas são as dos porteiros e/ou motoristas, em detrimento dos directores-gerais ou secretários. Mas a o que é certo é que a separação entre a Igreja e o Estado é um facto, e ainda bem, porque o efeito de cópia é terrível, e correríamos o risco de ver as cunhas sagradas a serem metidas por sacristães, isto é, poderia ser um sacristão a rezar a tal missa.
Adiante. A minha esperança reside no facto de a missa rezada pelo bispo contribuir para a resolução dos problemas que se levantam às famílias dos futuros desempregados. Isto é, que eles arranjem, imediatamente, novo emprego, que lhes saia o Euromilhões de modo a que mandem às malvas a entidade patronal, ou outra coisa para aí. Porque a assim não ser, isto é, se a tal missa, ainda por cima rezada por um bispo, não contribuir para a resolução dos problemas, pergunta-se para que servirá - para além claro, do inevitável peditório, para o qual certamente contribuirão também os tais futuros desempregados.
Claro que os crentes afirmarão que a vida não é só matéria, que o espírito também conta, que o apoio moral é importante... E eu pergunto se isso tudo dá para comprar pão e outros alimentos. Para matar a fome, em suma. E pergunto mais, de que serve alimentar a alma - seja lá isso o que for - se o corpo estiver a morrer à fome. Não seria mais útil o bispo meter os pés ao caminho e tentar arranjar emprego àquela gente? Valendo-se, claro, da inegável influência que a Igreja tem na terra? Certamente bem maior que a que tem no céu?


2010-10-31

SERÁ PARA O "GUINESS"?

Acabo de ter conhecimento, através da Televisão, que no Algarve se vai rezar ininterruptamente durante quinze dias, para que Deus desperte as vocações. Isto porque, alegadamente, não há padres que cheguem.
Analisemos:
Deus é omnisciente, de acordo com os crentes. Ora, assim sendo, Deus sabe que não há padres que cheguem para satisfazer as necessidades. As necessidades religiosas, naturalmente. Pois bem: se Deus sabe que não há padres suficientes e não desperta, por iniciativa própria, as vocações, ele lá sabe porquê. Isto porque, como é consabido, os desígnios de Deus são insondáveis. Logo, não me parece religiosamente correcto que alguém se arrogue o direito de lembrar Deus dos seus deveres. No mínimo, é um insulto, uma chamada de atenção, sabido que é que Deus, tal como o Papa, é infalível. Aliás, eu até acho que Deus não tem deveres. Deus é Deus, ponto final. Por outras palavras: orar para que Deus desperte as vocações, equivale a questionar Deus. E, ao que dizem, Deus não deve ser questionado.
A não ser... A não ser que alguém pretenda escrever o nome no Livro de Recordes do Guiness. Se assim for, já dá para entender. Confesso que não sei em quanto vai o recorde, mas QUINZE dias a rezar é obra!
Como estratégia de "marketing", confesso que não está mal...

2010-10-25

A IGREJA E O ORÇAMENTO

Com a devida vénia, transcrevo um comunicado da Associação Ateísta Portuguesa.

A Associação Ateísta Portuguesa (AAP), na sequência da separação constitucional do Estado e das Igrejas e na defesa da laicidade daí decorrente, nunca se conformou com os benefícios fiscais concedidos em 1990 à Igreja católica e a sua extensão em 2001 às instituições religiosas não católicas e às instituições particulares de solidariedade social (IPSS), instrumentos de poder e de financiamento habitualmente ao serviço das diversas confissões religiosas.

Perante a crise em curso, a proposta de Orçamento do Estado (OE) de 2011 pretende retirar – e bem – os benefícios fiscais, que jamais deviam ter sido concedidos, às instituições religiosas não católicas. O que deixa a AAP perplexa e indignada é que se mantenham ainda os benefícios fiscais que privilegiam a Igreja católica.

Mantendo esta situação injusta e injustificável, o Governo acrescenta à deplorável genuflexão perante a Igreja Católica a discriminação para com todas as outras confissões religiosas. A injustiça ganha agora geometria variável, com o Estado laico a usar poder discricionário a favor de uma das confissões que disputam o mercado da fé, sem respeitar dois princípios constitucionais: o da igualdade e o da separação entre o Estado e as Igrejas.

A AAP acompanha no espanto e indignação todas as confissões religiosas não católicas e comunidades religiosas radicadas no país, bem como os institutos de vida consagrada e outros institutos que a prevista revogação dos artigos 65º da Lei de Liberdade Religiosa e 2º do Decreto-Lei n.º 20/90 remete para uma situação de desigualdade. É inadmissível que a proposta do OE 2011, pedindo tantos sacrifícios a todos os portugueses, ainda assim mantenha o Estado obrigado «à restituição do imposto sobre o valor acrescentado correspondente às aquisições e importações efectuadas por instituições da Igreja Católica», para fins religiosos, ao abrigo do Artigo 1º do Decreto-Lei n.º 20/90, cirurgicamente preservado nesta proposta.

Assim, a AAP reivindica a revogação do Decreto-Lei nº 20/90, pondo fim aos benefícios fiscais concedidos à Igreja Católica e repondo a igualdade não só entre as confissões religiosas mas também a igualdade entre todos os cidadãos, sejam leigos ou padres, deixando aos crentes o ónus da sustentação do culto sem o fazer recair sobre todos os que não se revêem nessa religião: ateus, agnósticos, cépticos e crentes de outras religiões a quem não cabe custear o proselitismo da religião que se reclama dominante.

2010-03-06

OS AZARES DO JOSEPH




Que o homem anda com azar, não tenhamos dúvidas! Em comparação, Sócrates pode considerar-se um felizardo.
Primeiro, foi a Lei do Aborto; depois, foram os autocarros em Londres, a proclamar que "Provavelmente, Deus não existe"; os escândalos da pedofilia no seio da Igreja; o casamento gay. Mas a cerveja - perdão, a cereja em cima do bolo, estava para vir: no coro que, durante cerca de trinta anos, foi dirigido por Georg Ratzinger, irmão do actual Papa, foram registados casos de abuso sexual de menores.
Com tudo a cair-lhe em cima, quase pode aproveitar a próxima vinda para, num dos encontros com o Sócrates, chorarem ambos, um no ombro do outro.

2009-12-24

ELE VAI SER SANTO!!!

Joseph Ratzinger, o B16 para os amigos, prepara-se para mandar João Paulo dois ou JP2, para a lista dos santos. Entre outras virtudes do futuro santo, que são inúmeras, contam-se a profunda amizade para com o sanguinário ditador Pinochet.

2009-07-17

QUE MILAGRE(S) PODEREMOS ESPERAR?

Dizem, nos "mentideros" que o Papa caiu e fracturou um pulso.
É preciso analisar friamente a situação:
  1. O Papa é o representante de Deus na Terra.
  2. Para isso, foi eleito pelos que eram seus pares, devidamente inspirados pelo Espírito Santo - seja lá isso o que for.
  3. O Espírito Santo é Deus uno e trino e mainunseiquê.
  4. Era suposto o Papa estar protegido, pela Santíssima Trindade, de todos os males do mundo.
  5. Isto porque, em teoria, Deus tem mais que fazer do que estar a promover eleições atrás de eleições. Deus não é a Comissão Nacional de Eleições, para que conste.
  6. Verifica-se que, apesar de todos os pressupostos enumerados acima, o Papa não está protegido.
  7. O que me parece injusto - mas eu sou suspeito - já que não hesitou nem um bocadinho em curar o olho esquerdo de D. Guilhermina de Jesus.
  8. Mas não evitou que o seu empregado predilecto caísse e fracturasse um pulso.
  9. Mais grave ainda: o Papa foi transportado ao hospital. Deus cura o olho, mas não cura o pulso.
  10. Como se não bastasse, o pulso fracturado foi o direito, ou seja: o das benzeduras.
  11. O que me leva a perguntar: se o Papa não está protegido, quem o estará?

2009-04-18

D. CARLOS E O ATEÍSMO

Exmo. Senhor

Director do Correio da Manhã

direccao@correiomanha.pt

Lisboa

Senhor Director,

Na sequência do artigo de opinião do senhor bispo Carlos Azevedo, ontem publicado na página 2 do Correio da Manhã, exclusivamente de ataque à Associação Ateísta Portuguesa (AAP), sei que não preciso de invocar direito de resposta porque seria ofensivo do pluralismo do jornal que V. Ex.ª dirige.

Limito-me, pois, a solicitar a publicação da posição ateísta e a apresentar-lhe os meus cumprimentos.

Carlos Esperança

P.S. - Com identificação da AAP, o texto segue também em anexo, para evitar que a formatação se altere.

Assunto: A canonização de Nuno Álvares Pereira

A Associação Ateísta Portuguesa (AAP) contesta o artigo do senhor bispo católico, Carlos Azevedo, no Correio da Manhã, com acusações cuja legitimidade respeita mas que francamente repudia.

Regozijamo-nos, naturalmente, com a consideração e respeito que o senhor bispo diz ter pelo ateísmo, afirmação surpreendente face à excomunhão papal, às perseguições da Igreja católica e à forma como ele próprio se refere à AAP. Recordamos-lhe, a propósito, a peregrinação a Fátima de 13 de Maio de 2008, «contra o ateísmo» e a convicção do senhor patriarca José Policarpo: «Todas as expressões de ateísmo, todas as formas existenciais de negação ou esquecimento de Deus, continuam a ser o maior drama da humanidade».

Insólita num bispo católico, registamos a referência à «debilidade de todos os sinais da presença de Deus», numa arrojada manifestação de agnosticismo mitigado.

Mas o senhor bispo percebeu mal, ou deturpou, a posição da AAP em relação à canonização de Nuno Álvares e à lamentável cobertura que o Presidente da República, o Presidente da AR, membros do Governo e deputados deram à canonização, incompatível com um Estado laico onde é legítimo exaltar as virtudes do herói mas inaceitável rubricar os milagres de um santo.

Diz o senhor bispo Carlos Azevedo que «afirmar que Nuno Álvares Pereira foi canonizado graças a um milagre, que ridicularizam, é desonesto», como se fosse a Associação Ateísta a inventar o milagre, e não a Igreja católica, e como se o milagre não fosse condição sine qua non para a canonização. Que o senhor bispo se envergonhe do milagre obrado no olho esquerdo de D. Guilhermina, queimado com óleo fervente de fritar peixe, à custa de duas novenas e um ósculo numa imagem do Condestável, é um problema seu.

O senhor Patriarca Policarpo preferia a canonização por decreto, como afirmou publicamente, à exigência de Bento XVI que, na opinião do teólogo Hans Küng, está a devolver a Igreja à Idade Média, mas quem manda é o antigo prefeito da Sagrada Congregação da Fé (ex-Santo Ofício).

Assim, ignorando os juízos de valor e os ataques do senhor bispo Carlos Azevedo, a AAP reitera o seguinte:

– O Estado laico é a condição essencial de uma democracia e, na opinião da AAP, fica irremediavelmente comprometido com a participação dos altos dignitários do Estado, em nome de Portugal, numa cerimónia de canonização, estabelecendo uma lamentável confusão entre as funções de Estado e os actos pios do foro individual, prestando-se ao reconhecimento estatal da superstição;

– A AAP entende que o prestígio do Condestável não se dilata com o alegado milagre e que, se deus existisse, podia mais facilmente ter evitado os salpicos de óleo que queimaram o olho esquerdo de D. Guilhermina, enquanto fritava peixe, do que ter de a curar para o beato virar santo;

– A AAP duvida da capacidade de um guerreiro morto, apesar de ilustre, para actuar como colírio e duvida de D. Guilhermina, que se lembrou de recorrer à intercessão de um herói, sem antecedentes no ramo dos milagres, em vez de procurar um oftalmologista, e

- Finalmente, a AAP repudia que a peregrinação a Roma se faça a expensas do Estado português.

Associação Ateísta Portuguesa – Odivelas, 18 de Abril de 2009

Carlos Esperança

(Presidente da Direcção)

2009-02-16

A MORTE DA ALMA


Cidade do Vaticano, 15 Fev. (EFE).- O papa Bento XVI incentivou hoje os fiéis, em seu discurso prévio à oração do Angelus dominical, a confessarem seus pecados, porque, caso contrário, ocorre “a morte da alma” . (Leia mais)
(in Diário Ateísta).

Este rapaz não consegue parar de me surpreender. Pela positiva, entenda-se. Eu sei que ele se esforça, mas não consegue. Surpreende-me, pronto.
Eu sempre estive convencido de que a alma era imortal. Aliás, só assim se compreende que quando alguém morre "em pecado", seja lá isso o que for, a respectiva
alma vá malhar com os ossos no inferno. Isto, claro, na hipótese, meramente académica e completamente absurda, de a alma (seja lá isso o que for, também) ter ossos.
Ora, eu sou pecador. Ponto final. Não me confesso, porque não reconheço, a um gajo que não conheço de lado nenhum, o direito de partilhar os meus segredos mais pecaminosos. Que são os melhores, e o rapaz podia deixar-se cair em tentação. Portanto, e na opinião do Joseph Ratzinger, por alcunha "O Papa" ou "O Bento 16", a minha alma vai morrer. O que me dá uma certa alegria, porque estou safo de ir para o inferno. A alma morre e os mortos não vão para lado nenhum.

Claro que também me dá um problema: se eu morro e a alma também, vão ser precisos dois caixões... Os meus amigos dizem que eu tenho uma alma muito grande. Não deve caber no caixão, juntamente comigo...

2009-01-09

O PADRE MÁRIO E O NATAL

Não vou dizer-lhes quem é o Padre Mário, também conhecido por Padre Mário da Lixa. Ele é sobejamente conhecido, por razões muito do desagrado da poderosa Igreja Católica. Basta dizer que não é vulgar um padre ser preso pela ex-PIDE/DGS. É extensa a bibliografia deste sacerdote afastado (naturalmente...) das suas funções eclesiásticas. Aliás, uma "espreitadela" à lista de livros publicados dá-nos, a partir ds títulos, uma ideia do que terá levado a ICAR a afastar este Homem das suas fileiras. Não adianto mais. Não me apetece fazer concorrência ao "Google". Procurem por "padre mário da lixa".
Por razões que não são para aqui chamadas, de vez em quando recebo notícias do bom Padre Mário. E uma delas chamou-me a atenção. Dizia:

Companheiras /Companheiros

1. Imaginem o que me aconteceu. Num dia, foi a impressora que deu o berro. No dia seguinte, foi o portátil. e, depois, do novo Ano.Para cúmulo, era o tempo das festas do Solstício de Inverno e, depois, do novo Ano. Com os consequentes feriados e "pontes".

Ora, o que me chamou a atenção foi, precisamente, a frase "Para cúmulo, era o tempo das festas do Solstício de Inverno...". Esta agora!!! Um padre a falar em "Festas do Solstício? Não era suposto falar em Natal, e tal? Vai daí, escrevi-lhe.

Pois.

Assim:

Caro Padre Mário:

Ao ler a sua mensagem, não pude deixar de ficar algo surpreendido com o facto de se referir (e bem, digo eu) às festas do Solstício. Julgo que, como Padre, e apesar da sua "situação", teria mais lógica a referência ao Natal.

Pode elucidar-me?

A resposta não tardou. Ei-la:

Meu caro José Moreira

Não há nada como ler o meu DIÁRIO ABERTO. De Dezembro 2008. E de Janeiro 2009.

Aproveito, e reencaminho a mensagem que enviei por ocasião da data a que chama de natal. E natal seria, mas do Sol, o Deus-Sol. Se o Sol fosse Deus. E nascesse todos os anos. Felizmente, em 2009, sabemos que nem é uma coisa, nem outra. É uma estrela, por sinal, bem preciosa, já que sem ela não haveria vida neste nosso Planeta.

Pelo que me decidi (e nem sequer hesitei) a consultar o Diário Aberto de 16 de Dezembro de 2008, como me era aconselhado um pouco antes. Que transcrevo na íntegra, depois de devidamente autorizado, já que nos ajuda a perceber melhor o pensamento deste Homem, simples mas de corpo inteiro e coluna vertebral erecta, e as razões por que se tornou tão incómodo para a Igreja Católica.


2008 DEZEMBRO 12

Não houvesse o solstício de inverno, nem, consequentemente, o aparente natal ou nascimento do Sol; não tivessem muitos povos antigos confundido a estrela Sol com um deus, o maior dos deuses, no seu assustado entender; não estivesse tão difundida e tão generalizada no Império romano, inclusive, entre as suas tropas e as suas principais elites, a festa do natal do deus Sol (era uma espécie de festa de S. João do Porto, só que em Dezembro, e muito mais duradoura, arrebatadora e mobilizadora das populações que a festa de S. João no Porto); não tivesse o imperador Constantino (início do século IV) aderido publicamente ao culto do deus Sol Invictus e, com isso, proclamado urbi et orbi a festa do seu natal; não tivesse o mesmo imperador simulado uma conversão ao cristianismo, para, desse modo, ter, sob o seu total controlo e ao seu incondicional serviço imperial, os bispos da Igreja e a própria Igreja que, por essa altura, já começavam, sobretudo, os bispos, a constituir uma ameaça para as ambições imperialistas dele, e hoje - garanto-lhes - não haveria nem esta Igreja católica romana que temos (haveria Igreja, sim, a de Jesus, não esta igreja católica romana que temos), nem haveria este simulacro de advento todos os anos, nem, consequentemente, este simulacro de natal do menino-jesus, todos os anos. O Sol não tem culpa de, em tempos passados, muitos povos, o terem olhado e adorado como um deus, o mais importante dos deuses do respectivo panteão, mas não fosse ele, aparentemente, "nascer" todos os anos em finais de Dezembro, e o Ocidente teria seguido outro rumo, certamente, muito mais humano e jesuânico, e não este rumo religioso/idolátrico que seguiu e em que continua confrangedoramente caído. Hoje, já ninguém pensa no Sol como um deus e também já quase ninguém pensa no menino-jesus que, oficialmente, o substituiu. Mas a verdade é que a festa do natal continua aí invicta, sem que os povos se atrevam a acabar com ela. E sabem porquê? Porque, entretanto, embora o Império romano tenha acabado, não acabou o Império. Outros se lhe sucederam, com destaque maior para a Cristandade Ocidental, também ela hoje, felizmente, em declínio. Domina-nos hoje, século XXI, o mais perverso, o mais mentiroso, o mais assassino de todos os impérios. E nem sequer é territorial, quando muito, se quisermos continuar a falar de território, teremos de dizer que é global. É o Império do Dinheiro, o do Mercado Total. Está presente e activo em toda a parte, inclusive - e isso é o pior de tudo - até na mente (demente) das pessoas e dos povos. Desse modo, consegue enganar-nos, ludibriar-nos a todas, todos, Igrejas incluídas, a católica e as outras. Fossem as Igrejas do século XXI prosseguidoras das mais antigas comunidades de Jesus, precisamente, aquelas entre as quais nasceu o Evangelho de Marcos, escrito por volta de 42-44, portanto, cerca de 12-14 anos após a sua Morte Crucificada pelo Império de Roma, e nunca, nestes dois mil anos de História, teriam elas alguma vez começado a celebrar o natal do menino-jesus Porque o Evangelho de Marcos nunca fala do nascimento de Jesus. Isso foi coisa que nunca importou às pequenas Comunidades jesuânicas que o escreveram. A única coisa que lhes importou, e muito, foi, é a vida militante de Jesus, a sua intervenção na História, para a mudar de raiz, desde os fundamentos, a começar pelas mentes e pelas consciências das pessoas e dos povos que sempre criam instituições e sistemas que, logo sacralizam / divinizam / absolutizam e, inevitavelmente, as escravizam. O que lhes importou, e muito, foram, são as práticas económicas e políticas maiêuticas de Jesus. E também os martiriais e lúcidos duelos teológicos que ele travou com todos os do Templo - os sacerdotes, os chefes das Sinagogas, os fariseus, os teólogos oficiais ou doutores da Lei de Moisés, e também com os grandes ricos do Sinédrio, então, presidido pelo sumo-sacerdote Caifás, que eram capazes de tirar o último cêntimo à viúva pobre, só para garantirem cada vez mais forte o Tesouro do Templo (era o Banco principal do país) e toda a sua perversa influência religioso-ideológica. Tanto assim, que o testemunho escrito que nos deixaram sobre Jesus inicia-se, na idade adulta, quando ele decide deixar Nazaré, onde se havia criado, como o filho de Maria (provavelmente, mãe solteira) e como o carpinteiro, para se fazer discípulo de João, o que baptizava no Jordão, conhecido por isso, como o Baptista. O Evangelho de Marcos é por aí que se inicia e conclui, de forma surpreendente, com a notícia de que o túmulo onde depositaram o seu cadáver, depois de retirado da Cruz do Império, foi encontrado vazio por um grupo de mulheres, suas discípulas desde a Galileia até ao Calvário. Foi para que prosseguíssemos estas mesmas práticas maiêuticas e estes mesmos duelos teológicos de Jesus que as primeiras Comunidades de discípulas e de discípulos, escreveram o Evangelho de Marcos. Porém, dois mil anos depois, ainda mal começamos a fazê-lo. Metemo-nos depressa, logo na geração seguinte à de Marcos, outra vez no Templo, até ele ser destruído no ano 70. Metemo-nos a seguir a Lei de Moisés. Metemo-nos a fazer ritos religiosos. Acabamos por adoptar os cultos idolátricos do Paganismo do Império. Nunca mais quisemos saber das práticas económicas e políticas maiêuticas de Jesus, menos ainda, dos seus martiriais duelos teológicos. Aliamo-nos até com o Império de Roma, o mesmo que havia crucificado Jesus. Tornamo-nos Igreja do Império, a Religião oficial do Império que havia crucificado Jesus! Exactamente, o seu braço direito. E, quando o Império romano acabou, tornamo-nos Cristandade Ocidental, que é outra forma de Império, porventura, a mais perversa, porque domina, controla, aterroriza, condena as consciências das populações e dos povos. Nisto ainda estamos, hoje, neste início do século XXI. Com um numerosíssimo exército de funcionários do Religioso, sem nos apercebermos que tudo isso é pura Idolatria, mais veneno mental do que saúde, mais Treva do que Lucidez, mais Medo do que Liberdade, só Religião, nenhuma Política. Cada domingo, juntamos milhões e milhões pessoas de todo o mundo nos templos paroquiais e nas catedrais, mas para lhes darmos veneno, ritos, mentira, infantilidades. Por exemplo, neste próximo domingo, dito 3.º do Advento - advento de quem? De Jesus não é, porque ele garantiu que está connosco todos os dias até chegarmos à plenitude do Humano (cf. Mateus, último versículo do Evangelho) - vamos entreter as pessoas com uns extractos do Evangelho de João, conseguido à custa de um malabarismo indecente que mistura dois versículos do Prólogo desse Evangelho com mais uns quantos versículos do primeiro capítulo (cf. João 1, 6-88. 19-28).Os versículos em causa referem-se, no contexto, a Jesus adulto que estava para iniciar o seu subversivo e conspirativo ministério político ao serviço do Reino / Reinado de Deus contra o Templo e contra o Império romano; mas vão ser mentirosamente apresentados no rito da missa, como se estivessem a anunciar a chegada, o nascimento de Jesus! Somos assim. Simuladores. Malabaristas. Sem emenda. Uma Mentira pegada, institucionalizada. E, depois, ainda achamos, na nossa presunção eclesiástica, que somos os maiores em comportamentos morais e éticos, exemplo dos povos, a reserva moral da Sociedade! Deixem-me chorar! Será que ainda há saída para tanta mentira institucionalizada, para tanta Idolatria, para tanto anti-Evangelho de Jesus? Ainda há lugar para Jesus, o do Evangelho de Marcos? Há! Digo mais. A História está madura como nunca esteve para Jesus e o seu Projecto do Reino / Reinado de Deus Criador de filhas e de filhos, irmãs e irmãos entre si. Assim haja mulheres e homens, como as pequeninas Comunidades do princípio, da primeira geração após a sua Morte Crucificada, que se atrevam a prosseguir hoje e aqui, as suas mesmas práticas económicas e políticas maiêuticas, bem como os seus lúcidos e martiriais duelos teológicos. Poderão perder tudo, até a vida - o bom nome perdem-no sempre! - mas serão como ele sementes de um Mundo plenamente Humano, em contínua edificação na História. O objectivo destas pequeninas Comunidades de Jesus século XXI só pode ser o mesmo de Jesus, a quem crucificaram: derrubar o Império e o seu Templo. Hoje, o Império do Dinheiro e do Mercado Total; e o Templo ou o Religioso, todo o Templo, todo o Religioso que lhe serve de braço direito. Derrubar também o Poder Político, que lhe serve de braço esquerdo. Mas não só. É preciso, imperioso e urgente regressarmos à Política, que é o outro nome de Deus, o de Jesus. Não à política dos papagaios parlamentares e outros que tais, mas às Práticas Políticas Maiêuticas, as de Jesus, agora ao modo do século XXI. Só com o derrube do Império e dos seus dois braços, o direito e o esquerdo, é que também acabaremos com a mentira do natal. Ficaremos nós, simplesmente nós, os seres humanos e os povos, com Deus-Vento-Sopro-Espírito mais íntimo a nós do que nós próprios. Seres humanos e povos adultos, em estado de maioridade. A viverem todos os dias como meninas, como meninos. A tarefa é ingente, ciclópica. Mais uma razão para começarmos já!

2008-12-07

A SAUDADE É TÃO TRISTE...

Com um agradecimento ao Stefano, transcrevo parte de uma entrevista à "Agência Eccesia":

http://www.agencia.ecclesia.pt/noticia_all.asp?noticiaid=65017&seccaoid=6&tipoid=31
AE – Nessa localidade de vidreiros onde o sindicalismo estava implantado, Monsenhor Luciano Guerra saiu dos parâmetros daqueles que acusavam a Igreja de estar colada à ditadura?

LG – Não saí… Até admirava Salazar porque o meu pai também o admirava e com razão. O meu velho pároco também o admirava devido aos melhoramentos das estradas e outras coisas.

AE – E a questão da liberdade…

LG – A liberdade é para os intelectuais e para aqueles que tinham aspirações de governar. O povo só sentiu a miséria antes de Salazar e o progresso depois de Salazar. No entanto demorou tempo demais. Ele levantou Portugal de uma miséria muito grande e as pessoas tinham medo de voltar a essa miséria. O 25 de Abril veio, mas por muito heróis que tenham sido os nossos militares eles revoltaram-se por razões salariais e não por razões políticas. Simplesmente, o fruto estava maduro.

AE – No entanto, a hierarquia da Igreja teve membros que não pactuavam com esta forma de governar?

LG – Esses vieram mais cedo porque, talvez, não tivessem comungado com o povo. Não compreenderam a situação. Não é uma questão de liberdade porque o Salazar veio libertar muita gente.

AE – E a guerra colonial?

LG – Salazar concebeu a possibilidade de uma unidade entre nós e as províncias ultramarinas. Errou… O seu isolamento não o deixou perceber a realidade exterior. Faltou-lhe viajar. No entanto, também achamos que Mouzinho de Albuquerque foi um herói e ele defendia o colonialismo.

Afinal, eles ainda "andem" aí...

2008-09-22

UMA NOVA RELIGIÃO?


Segundo o jornal electrónico "Tudo Rondonia" (www.tudorondonia.com), algumas mulheres ameaçam abandonar a Igreja Católica se esta não lhes reconhecer igualdade, relativamente aos homens.

Tudo bem. É uma atitude bonita. Esquecem-se, as " teólogas feministas (da Espanha)" de que já assim era antes de qualquer uma delas ter nascido, e mesmo antes de alguém ter decidido que elas iriam ser católicas.
Pois é. É esse o problema. A posição das mulheres “teólogas feministas” é contraditória. Problema delas, que se meteram na aventura. Desde sempre, e até prova em contrário, Deus é macho. De uma ponta a outra da Bíblia é legível que os machos é que geraram, sendo que as fêmeas… nem se sabe bem qual o papel delas, para além de copularem com o pai, serem transformadas em estátuas de sal ou darem o “fruto proibido” a comer aos homens. Já era assim antes de as “teólogas feministas” (que raio de contradição) quererem inventar uma nova religião. Quanto a isso, tudo bem, que há lugar para todos. Mas… a mãe, a filha…? A espírita santa???? A “bispa”? A “cardeala”? A “mama” em vez de “papa”? Pois.. não é "mama", é papisa. Foi a filha que foi crucificada? Ainda não perceberam que vão ter de reinventar tudo? E a trabalheira que isso vai dar? Uma bíblia novinha em folha, pois claro.A começar pelo Génesis, obviamente.
Valha-me a pilinha do menino-Jesus, que é benta…

2008-08-27

O CONCURSO



Não há direito!!!
Afinal, o concurso "Miss Freira", que estava a ser realizado sem oposição do Vaticano, acabou por ser um imenso "flop". O padre António Rungi, provavelmente com medo de ir parar ao inferno (seja lá isso o que for) acabou por cancelar o concurso. Para grande frustração minha (e, presumo, de muito mais gente) que esperava ansiosamente por ver, com estes que o fogo há-de queimar, como eram as freiras "por dentro". Ou seja, se sem o hábito elas seriam iguais às outras mulheres (que as mulheres 'seculares' sei eu como são...), se se depilavam ou não, enfim se, tal como as mulheres 'seculares' tinham as coisas certas nos sítios certos.
Ficará, espero, para outra ocasião...

2008-07-03

SAI MAIS UM...



A hora é de alegria! Rejubilemos e cantemos hossanas.
Em breve, muito em breve, o católico país que é Portugal, disporá de mais um santo. Aumenta a concorrência, e quem lucra é, naturalmente, o consumidor. Milagres mais baratos e com garantia, velas mais pequenas, dízimos com desconto. Provavelmente, a edição de um cartão-milagre. A água-benta será bi-destilada e com o aval da ASAE.
Abaixo os monopólios, viva a sã concorrência. Prevê-se a extinção de alguns joelhómetros, que serão substituídos por hipódromos - o Nuno Álvares era cavaleiro...
Saiba tudo AQUI.

2008-06-16

GALILEU QUESTIONOU A EUCARISTIA?

Devida e vergonhosamente copiado do ateusbr.blogspot.com, aqui vai este interessantíssimo texto. Realmente, há coisas que é preciso saber...






Galileu simboliza a sabedoria cientifica, perseguida pelo fanatismo, o obscurantismo e a intolerância para com os cientistas.

Pois Galileu é o exemplo clássico do mártir que por ameaçar os interesses da Igreja, foi impedido de divulgar seus conhecimentos.

Mas que mesmo assim, teve coragem de se opor à fantasiosa infalibilidade dos dogmas.


Embora Galileu tenha descoberto que, Júpiter tem satélites que giram ao seu redor.

Tenha contestado que, a Terra é imóvel.

Tenha provado que, a Terra não é o centro do Universo.

Tenha mostrado que, os astros não estão confinados dentro de alguma esfera de cristal, que se encontraria a uma distancia fixa da Terra... Mas sim, povoam toda a vastidão do espaço.

Tenha ridicularizado a versão de que, os corpos celestes foram criados para o deleite dos humanos.

Tenha mostrado que, a Lua não é lisa e não tem luz própria.


E em 1628, com a ajuda dos eclipses, através do livro “Diálogo”, tenha defendido a teoria do polonês Nicolau Copérnico, que em 1543, após vários cálculos e observações, publicara o polemico livro “A Evolução das Esferas Celestes”, propondo que, o Sol é que é imóvel e não a Terra...

E alegado que, o Sol é que é o centro do nosso Sistema Solar...


O historiador italiano Pietro Redonti, com base em um documento existente no “Santo Ofício de Roma, remontou a história do julgamento de Galileu, ocorrido no século XVII, e provou que, o Galileu não foi condenado pelo atrevimento de defender abertamente a teoria onde o Nicolau Copérnico afirma que, é a Terra que gira em torno do Sol...

Um fato que na época era difícil de ser provado.

E que estava fora do alcance das massas.

Mas sim, por ter publicado diversos textos em italiano, a língua do povo, e não em latim, a língua destinada aos sábios.

O que tornou seus ensinamentos acessíveis a todos e uma ameaça à autoridade de Roma.

E principalmente por Galileu defender a idéia de John Wiclef (1324-1384), que negava a alquimia da Transubstanciação.


Apesar de João Huss já ter sido assassinado na fogueira, (em nome de Jesus), por defender que a Hóstia não substitui a Ceia do Senhor...

Galileu tendo compreendido que os átomos são imutáveis.

Negou o dogma da Eucaristia, onde o Pão e o Vinho, supostamente se transformariam no Corpo e no Sangue de Jesus.

E teve a coragem e a ousadia de contestar a versão de que, a Eucaristia (inventada em 831 e tornada dogma em 1215), possa transformar a Hóstia (um simples pão sem fermento), na carne e no sangue de Jesus.


Para provar que a Igreja Católica foi covarde, intolerante, fanática, não respeitou as opiniões contrarias.

E forçou Galileu negar suas convicções, apresentamos em anexo um trecho da “Confissão” que Galileu em 1633, foi coagido escrever, (sob ameaças de terríveis castigos), por ter tido a coragem e o atrevimento de revelar suas descobertas, assim como, ter tido a convicção de que a Terra gira em torno do Sol.


Eu, Galileu Galilei, tendo sido trazido pessoalmente ao julgamento e ajoelhando-me diante de vós, eminentíssimo e reverendíssimo Cardeais, inquisidores gerais da comunidade cristã universal contra a depravação herética; juro que sempre acreditei em cada artigo que a sagrada Igreja Católica, Apostólica de Roma, sustenta, ensina e prega.

E porque esse Sagrado Ofício ordenou-me que abandonasse completamente a falsa opinião, a qual sustenta que o Sol é o centro do mundo e imóvel, e proíbe abraçar, defender ou ensinar de qualquer modo a dita falsa doutrina. Com sinceridade abjuro, maldigo e detesto os ditos erros de heresia.


A fantasiosa transubstanciação





A palavra "Eucaristia" que significa “Ação de graças”, e que geralmente se associa com a “Transubstanciação”, é um dos sete sacramentos da Igreja católica, no qual, segundo a crença cristã, Jesus se acharia presente, com seu corpo, sangue, Alma e divindade, sob a aparência do pão e do vinho.


Pela teologia católica, a transubstanciação seria a alteração de substâncias, durante a Eucaristia e após a consagração dos elementos pão e vinho; onde o padre recita as palavras ditas por Jesus, “Isto é o meu corpo” e “isto é o meu sangue”; pois “inexplicável” e milagrosamente, o pão se transformaria na Carne de Jesus e o vinho no seu sangue...


Mas embora a “Ceia do Senhor” tenha sido celebrada na sua forma original por mais de 1000 anos.

Em 1200, a Igreja católica (por conta própria e sem qualquer justificativa), substituiu a cerimônia do pão e a do vinho, pela da suposta “Hóstia sagrada”.


A deturpação em questão foi oficializada em 1215, durante o Concílio de Latrão em Roma, quando o Papa Inocêncio III, interpretando (como lhe seria mais agradável), as palavras figuradas de Jesus "Isto é meu corpo e isto é meu sangue”! Criou o dogma da transubstanciação.


Em 1415, no Concílio de Constança, o Papa João XXIII retirou o vinho das celebrações da Eucaristia, onde se fazia à cerimônia do sacrifício do corpo e do sangue de Jesus e as Igrejas passaram a servir aos fiéis somente as Hóstias.

Em 1551, apesar de ter sido preciso florear as explicações para explicar o por que do sacerdote dar apenas o pão ao fiel, o que é uma clara desobediência ao mandamento do mestre, pois Jesus foi taxativo ao dizer “BEBEI DELE TODOS “.

A ordem em questão não pode, mas ser cumprida pelos católicos.


O Concílio de Trento tendo aprovado o dogma da transubstanciação, tornou a Ceia do Senhor um ato obsoleto e quase esquecido.

Pois a partir desse Concílio, qualquer sacerdote católico, através da Eucaristia e num passe de mágica, passou a transformar o trigo e a água existente na Hóstia: na carne, no sangue, na Alma e na suposta divindade de Jesus; com a imensa vantagem de tudo caber dentro de um minúsculo recipiente.


Já que Jesus foi explícito ao dizer que: quem não bebe o seu sangue não tem parte com ele e não terá a vida eterna...

Explique por que os católicos desprezam essa grande advertência?

E correm o risco de não conseguir a “Vida eterna”.


A “Hóstia consagrada” seria a carne de Jesus?



Para embromar que a Hóstia consagrada seria o “corpo de Jesus”, a Igreja católica inventou a lenda de que. Por volta dos anos 700, na cidade italiana de Lanciano, viveram no Mosteiro de são Legoziano os monges de São Basílio.

E entre eles, um cuja fé parecia vacilante.

E que era perseguido pela dúvida de que a Hóstia consagrada fosse o corpo de Jesus e o vinho, o seu sangue...


Certa manhã, no que passou a ser conhecido como o “Milagre de Lanciano”.

O monge que celebrava a Santa Missa em rito Latino, (mesmo estando atormentado pela dúvida), após proferir as palavras da consagração, viu incrédulo, a Hóstia converter-se em carne e o vinho em sangue...


Para dar crédito à farsa do “Milagre de Lanciano”.

Primeiro a Igreja tentou criar uma confusão, alegando que o “milagre da Hóstia consagrada” não realizou-se cidade italiana de Lanciano, mas sim, num lugarejo chamado Cebreiro, que fica no “caminho de Santiago”.

Depois afirmou que a “relíquia” do milagre ainda estaria guardada na pequena capela lá existente, pois a relíquia seria um tesouro maior do que toda a riqueza do Vaticano.


E no dia 4 de março de 1971, a Igreja insistiu na versão de que, em novembro de 1970, a pedido dos frades menores conventuais, teria sido mandado fazer uma análise científica na Hóstia consagrada.

E que após meses de trabalhos, as análises da Hóstia consagrada, teriam revelado ao mundo os seguintes e “impressionantes resultados sobre a presença de Jesus na Eucaristia”.


Para espanto geral, e para o benefício de toda a humanidade, a Hóstia consagrada teria se transformado na carne. E o vinho consagrado se transformado no sangue de Jesus.

Todas as células e glóbulos do “sangue de Jesus” existente na Hóstia estavam vivos.

Além disso, tanto a carne como o sangue de Jesus, continuam frescos e incorruptos, como se eles tivessem sido recolhidos no presente momento, apesar de todos os séculos já transcorridos.

O sangue de Jesus existente na Hóstia consagrada encontra-se coagulado externamente em cinco partes; mas internamente o sangue continua líquido.

As porções coaguladas de sangue existente na Hóstia consagrada; têm tamanhos diferentes, mas todas possuem exatamente o mesmo peso, não importando se pesadas juntas, combinadas ou separadas.

O sangue existente na Hóstia consagrada é do grupo sanguíneo AB, raro na população do mundo, mas característico de 95% dos judeus.

A carne existente na Hóstia consagrada, onde foram feitos as pesquisas, pertence ao miocárdio, que se encontra no coração, e o coração é o símbolo do amor!

Além da carne e o sangue da Hóstia consagrada, serem do mesmo tipo sangüíneo (AB) e pertencem à espécie humana. Por coincidência, ambos são do mesmo tipo de sangue que foi encontrado no suposto Santo Sudário de Turim.


Se os átomos são imutáveis, como a Hóstia se transubstanciaria?


Além de ser um absurdo e uma heresia, que um simples Padre católico possa perdoar os “Pecados” dos que comungam. E permita que a Hóstia seja adorada.

O absurdo em questão não tem nenhum fundamento cientifico ou mesmo bíblico.

Pois o fato de Galileu ter esclarecido que os átomos são imutáveis.

Prova que a Eucaristia com Hóstia, (adotada pela Igreja católica), seria uma aberração, onde se ministra ao crente, apenas o pão.


Mas embora a "Eucaristia" seja aceita por bilhões de pessoas.

É seja de vital importância para a dogmática do catolicismo.

A “Hóstia sagrada”, que teve origem no paganismo, foi plagiada pela Igreja romana e entrou para a doutrina da Igreja brasileira. Não passaria de uma cópia da antiga festa pagã, onde a deusa Ceres era adorada como sendo a “descobridora do trigo”.


Se não bastasse que a Hóstia atual seja redonda e fabricada com trigo, na festa de Corpus Christi ainda é costume que o “Santíssimo Sacramento” seja levado às ruas em procissão, dentro de uma Patena de ouro, onde se representa o Sol.


Além de ser impossível conciliar a crença religiosa com a verdade e o saber cientifico.

Pois as religiões não acompanham o que vem ocorrendo no mundo e permanecem afastadas do progresso.


Para mostrar que a doutrina da Eucaristia transformou Jesus num simples biscoito feito de trigo, lembramos que a HÓSTIA tem o formato arredondado do Sol.

Que o Ostensório tem um desenho com raios solares.


E que a deusa Ceres era apresentada com uma espiga de trigo nas mãos.

Tendo o seu filho, o Deus Sol, se encarnado no trigo.

2008-02-29

À PROCURA DE DEUS

Bento XVI pede que fiéis encontrem Deus


Este pedido do Papa levanta uma série de questões, a saber:
  1. Só encontra quem procura.
  2. Se Deus está em toda a parte, para quê procurá-lo?
  3. Pode considerar-se perdida uma coisa que toda a gente sabe onde está?
  4. Se não está em toda a parte e é preciso encontrá-lo, é porque não é Deus.
  5. Não se pode encontrar o que é invisível.
  6. Se é preciso procurá-lo, é melhor não avisar as autoridades; elas não foram muito felizes no "caso Maddie".
  7. O Papa esqueceu-se do lugar onde o deixou?
  8. Se o Papa não sabe onde Deus está, como podem os fiéis saber?
  9. Há quanto tempo é que Deus desapareceu?
  10. Não estará a jogar às escondidas?
  11. Pode ser que regresse em breve... Para já, há que não perder a esperança.
  12. Vamos rezar para que nada lhe tenha acontecido.


2007-12-29

O "DECÁLOGO" E A PEDOFILIA



Dizer-se que a Internet é um mundo, acaba por ser um lugar-comum. Não há, praticamente, nada que não possa ser encontrado na "net". Apesar disso, porém, e paradoxalmente, a "net" ainda nos vai presenteando com algumas surpresas.

Quem, como eu, frequentou a catequese, ouviu, certamente, falar no "Decálogo" - assim chamado por serem dez os artigos que compõem a chamada "lei de Deus"; mas do que poucos ouviram falar, estou certo, foi no "Decálogo Básico Universal", igualmente composto por dez artigos. Trata-se, como é facilmente compreensível, de um documento de circulação restrita, destinado a punir "severamente" os padres que cometam actos de pedofilia. Por isso, talvez não seja de estranhar a posição
do bispo de Tenerife (Canári
as, Espanha), relativamente ao assunto: manifestamente, são as crianças as culpadas dos actos de pedofilia praticados pelos padres. Pelo que não se pode - nem deve! - censurar a Arábia Saudita, por exemplo, onde são as mulheres as culpadas das violações a que são sujeitas.

Quanto ao "Decálogo Básico" proponho uma leitura atenta, e uma comparação com casos que, esporadicamente, aparecem nos jornais. Por outras palavras: quantos padres, suspeitos de actos sexuais com menores ou adolescentes, se sentaram no banco dos réus ou, até, foram alvo de investigação criminal?
A Igreja Católica acredita que os casos de abuso sexual cometidos por religiosos são apenas pecado e, po
r isso, não denuncia os transgressores.
Num livro de um dos maiores pesquisadores do tema, o espanhol Pepe Rodríguez, autor de Pederastia na Igreja Católica, diz que, para encobrir os escândalos, a hierarquia romana aplica um “decálogo básico universal”, visando a proteger os religiosos. Confira abaixo:

1 - Averiguação discreta do ocorrido.

2 - Reconhecido o abuso sexual e constatado que a imagem da Igreja será prejudicada, iniciar acções dissuasórias com agressor e vítima. Os bispos dedicam-se ao convencimento das vítimas e de seus familiares, assegurando-lhes que o agressor foi punido e estaria arrependido, persuadindo-os a não perpetrarem a denúncia para não prejudicar a Igreja nem a si mesmos.


3 - Encobrimento dos fatos e do agressor antes que venham a público.

4 - Medidas para reforçar a ocultação. A hierarquia adopta um expediente canónico contra o agressor, apenas para defender-se de eventuais acusações de passividade.

5 - Negar o ocorrido. Sob o argumento de que o sacerdote, chamado por Deus, é um homem de virtude, uma figura sacra. Quando não é mais possível negar o fato, este é tratado como excepção.

6 - Defesa pública do agressor, ressaltando seus bons serviços prestados à Igreja. Apela-se para o sentimento cristão do perdão ao pecador arrependido.

7 - Desqualificação pública das vítimas e de suas condições.

8 - Atribuição paranóica de denúncia a campanhas orquestradas por “inimigos da Igreja”.

9 - Possibilidade de negociação com a vítima.

10 - Protecção do sacerdote agressor.