2008-12-12

ESTA JUSTIÇA...!!!


Em 1833 era assim que eram tratados os estupradores.

(Só espero que nenhum juiz do "processo Casa Pia" se lembre de ler este blogue...)
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Retirado do blogue do Ricardo Dabo.

2008-12-10

"A CURA PELO CURA"

Indecentemente roubado ao "Diário Ateísta", e da autoria de Ludwig Krippahl.
Deliciem-se com este suculento naco de prosa.

O novo acordo de colaboração entre o Ministério da Saúde e a Igreja Católica, no sentido de regular a assistência religiosa nos hospitais, levanta sérias preocupações a dois níveis. Por um lado, porque se aparenta justificar numa suposta eficácia terapêutica que terá a participação de padres católicos no processo de recobro. Por outro lado porque representa uma intromissão inaceitável do Estado nesta matéria tão pessoal que é a religião.

A Sra. Ministra da saúde Ana Jorge anunciou em Fátima que o acordo com a igreja católica se justificava porque a saúde «não é só o tratamento físico», mas a «espiritualidade entra neste campo global»(1). No entanto, mesmo que o bem estar dos doentes não resulte só da terapia e da medicação, não é verdade que exija uma espiritualidade no sentido de crença religiosa ou dependência do sacerdócio. Muitos doentes encontrarão todo o conforto e consolo nos seus familiares, nos seus amigos e na competência e empenho dos técnicos de saúde que os acompanham. A religião não é uma componente necessária da terapia.

Além disso, a espiritualidade religiosa não é necessariamente o catolicismo. Só se justificaria por razões médicas celebrar este acordo específico com a Igreja Católica se houvesse evidências concretas que esta religião não só é eficaz no recobro dos pacientes como é mais eficaz que as outras religiões que não estão cobertas por este acordo. Não há indícios que assim seja.

Quanto ao direito de acompanhamento religioso este acordo tenta resolver um problema inexistente. O direito de receber apoio espiritual já está garantido nas visitas hospitalares, nas quais o doente pode receber familiares, amigos ou sacerdotes da sua religião sempre que tais visitas não comprometam a sua recuperação. Por isso o que parece estar em causa neste acordo não é o direito à assistência religiosa mas sim quem financiará este encargo, se a Igreja Católica ou se o contribuinte. O que põe em causa outros direitos do doente.

Põe em causa o direito do doente, enquanto doente, que o Ministério da Saúde promova uma utilização eficiente dos recursos de que dispõe. E estes não são tão abundantes que o salário de um capelão não faça falta para equipamento, técnicos de apoio, de enfermagem ou médicos. Põe em causa o direito do doente, enquanto crente, que o Estado não se intrometa na religião nem favoreça umas em detrimento de outras. E põe em causa o direito do doente, enquanto contribuinte, que o seu contributo para o Estado seja usado com justiça para ajudar aqueles que mais precisam em vez de subsidiar a Igreja Católica, uma das organizações mais opulentas de Portugal.

A "PERFEIÇÃO" DE ADÃO


Uma das bandeiras das várias religiões é que tudo o que Deus criou é perfeito. Esta verdade é, especialmente, proclamada pelas crenças evangélicas, com destaque para as Testemunhas de Jeová (TJ). Isto porque, ao que tenho visto, a malta católica dedica-se pouco à leitura da Bíblia. As TJ lêem e, além de lerem, ainda a interpretam. Da maneira que mais lhes convém, mas interpretam.
E quando confrontados com contradições, apresentam os argumentos mais incríveis - tudo fruto da sua interpretação dos textos bíblicos.
Faz-me lembrar aquele padre da aldeia que clamava ser, a obra de Deus, toda perfeita. Ao fundo, o inevitável bêbedo que, além disso, ainda era marreco. Que não se conteve: "Ó sr padre. Tudo é perfeito? E a minha corcunda?" O padre era raposa velha: "Pois, meu filho. Mas repara: que corcunda tão perfeita!"
Pois bem: as TJ, quando confrontadas com a "perfeição" do Homem - doenças, fome, ódio, intolerância, etc - deitam as "culpas" para Adão. Porque, afirmam, Adão era perfeito, mas tornou-se imperfeito quando pecou. Curiosamente, nem reparam na blasfémia que pronunciam.
Desde logo: uma coisa perfeita não pode tornar-se imperfeita. Só que... O que é uma coisa perfeita? Onde está a perfeição, para podermos fazer comparações?
Qualquer religioso que se preze é capaz de garantir que "perfeito, só Deus". E aqui começa a barbaridade: Se só Deus é perfeito, será que esse mesmo Deus ia fazer um ser que seria, pelo menos, tão perfeito como ele? Claro que não. E aquele "pelo menos" está ali a mais: ou é perfeito ou não é. Ponto final. E para ser perfeito, tinha que ser Deus. Outro deus.
Adão era, supostamente, perfeito. Dizem os crentes. Vamos admitir que sim. Aliás, até vamos admitir que a "criação" humana descende de Adão e Eva. É uma hipótese absurda e académica, mas é uma hipótese. Ainda segundo os crentes, Adão pecou porque Deus lhe concedeu o "livre arbítrio". E aqui entramos na segunda barbaridade. Vejamos:
  • Adão era perfeito.
  • Eva, na sua "santa ingenuidade", convenceu Adão a desobedecer a Deus.
  • Adão tinha o "livre arbítrio", ou seja, podia escolher livremente entre obedecer a Jeová ou comer da fruta (não tem nada a ver com o "apito dourado"...).
  • Adão decidiu comer a fruta. Livremente, decidiu pecar. Foi a imperfeição que o levou ao pecado, e não o contrário.
Aliás, custa-me admitir como é que um crente pode aceitar que Deus, o Omnisciente, tenha cometido um erro tão crasso, como seja o de fabricar um ser imperfeito, como foi Adão. Mas, claro, eles não admitem. Preferem a falácia: ele era perfeito, mas tornou-se... etc, etc.
Já agora: Deus, o omnisciente, sabia, ou não, que Adão iria desobedecer-lhe? Se não sabia, não é omnisciente; se sabia e não se importou (a obra é dele) é um sacana.
Com deuses destes, não precisamos de demónios para nada.

2008-12-08

COGITAÇÕES PROFUNDAS

Segundo tem vindo a ser noticiado, Joseph Ratzinger, também conhecido por "O Bento 16" ou "O Papa", votou contra uma decisão da ONU, que pretendia que a homossexualidade fosse descriminalizada em todo o mundo. Lembremo-nos de que em vários países, nomeadamente de religião muçulmana, o homossexualismo é punido com a morte. No Irão, o presidente Mahmoud Ahmadinejad gabou-se, ainda não há muito tempo, de que no seu país não havia homossexuais. Pois não. Em Portugal, dentro de poucos anos não haverá analfabetos. Quando eles morrerem todos... No Irão, e noutros países, oficialmente não há homossexuais.
De qualquer modo, isso diz bem do valor que o Vaticano dá aos direitos humanos. A vida de uma pessoa pouco valor tem, se essa pessoa contrariar as vontades de um hipotético e improvável deus.
Uma das muitas falácias difundidas pelas várias religiões, é a de que a homossexualidade é uma opção de vida. Isto é, uma pessoa opta por ser homossexual, como pode optar por ser médico, electricista ou... padre. Por isso, a homossexualidade é "pecado".
Quem tem um pouco de cultura (e não é preciso muita, garanto) rapidamente chegará à conclusão de que a homossexualidade é tudo o que quiserem, menos uma opção de vida. Basta parar para pensar um pouco. Só que o Vaticano não quer isso, isto é, não quer que as pessoas pensem. E não quer, porque as pessoas poderiam chegar a conclusões incómodas. Por exemplo:
  • Somos filhos de Deus, ou seja, criaturas de Deus; então,
  • Se alguém nasce homossexual, então é essa a obra de Deus. Ou seja, a criatura de Deus é "defeituosa".
  • Mas a verdade é que "tudo o que Deus faz é perfeito". Então, torna-se mais fácil dizer que a homossexualidade é uma opção de vida e, naturalmente, "pecado".
  • Permanecer na ignorância e cultivar preconceitos é muito mais cómodo.
Numa página apropriada da Internet coloquei a seguinte pergunta: "

Você acredita MESMO que homossexualidade é opção, e daí o castigo de Deus? Ou a pessoa nasce homossexual?

Vale a pena ir até lá e ler algumas respostas... Elas patenteiam a intolerância, a ignorância voluntária e o preconceito ainda existente.
E vale a pena ler uma das respostas, que eu publico abaixo, tal como foi escrita. Nem uma vírgula mudei.

Engraçado como héteros adoram dar pitaco no tema... se são héteros, como sabem que um homossexual optou por algo? É incrível como atirar pedra no telhado do vizinho e sair correndo é "engraçado", mesmo que cause prejuízo imensurável...

Vou optar por ser escurraçado pela minha familia e dormir ao relento!!

Vou optar ser motivo de piadas e humilhaçoes na rua, no colégio, na igreja, em casa.

Vou optar em me recluir em guetos, com medo de ser agredido por estar demonstrando carinho por outro cara.

Vou optar em virar pros meus pais e dizer: não subirei ao altar perante nossa família, pois "optei" em não sentir prazer com o sexo oposto.

Vou optar em por meu emprego em risco e em afastar de mim meus amigos e colegas que admiro.

Vou optar em me esconder de tudo e de todos, até de mim mesmo, pois me sinto bem assim, mentindo a todo tempo e fingindo que não tenho nenhum sentimento.

Será que uma pessoa opta por lutar contra toda uma sociedade pra poder beijar, amar e construir sua vida com alguém que ama?
Será que é opção, não poder viver dignamente, lutando contra um conceito arcaico que é impregnado por pessoas fanáticas?

Opção é ser feliz ou se render à idéias fúteis e vazias como muitas que tive o desgosto de ler em sua pergunta.

Pra quem se baseia na bíblia, leiam Levítcus e reflitam antes de criticarem alguém... seguir a escritura ao pé da letra é se enterrar vivo, pois tudo é condenado e condenável.

Grande abraço.

E ah, abaixo vai Levíticus para aqueles que quiserem constatar o que eu digo...

2008-12-07

A SAUDADE É TÃO TRISTE...

Com um agradecimento ao Stefano, transcrevo parte de uma entrevista à "Agência Eccesia":

http://www.agencia.ecclesia.pt/noticia_all.asp?noticiaid=65017&seccaoid=6&tipoid=31
AE – Nessa localidade de vidreiros onde o sindicalismo estava implantado, Monsenhor Luciano Guerra saiu dos parâmetros daqueles que acusavam a Igreja de estar colada à ditadura?

LG – Não saí… Até admirava Salazar porque o meu pai também o admirava e com razão. O meu velho pároco também o admirava devido aos melhoramentos das estradas e outras coisas.

AE – E a questão da liberdade…

LG – A liberdade é para os intelectuais e para aqueles que tinham aspirações de governar. O povo só sentiu a miséria antes de Salazar e o progresso depois de Salazar. No entanto demorou tempo demais. Ele levantou Portugal de uma miséria muito grande e as pessoas tinham medo de voltar a essa miséria. O 25 de Abril veio, mas por muito heróis que tenham sido os nossos militares eles revoltaram-se por razões salariais e não por razões políticas. Simplesmente, o fruto estava maduro.

AE – No entanto, a hierarquia da Igreja teve membros que não pactuavam com esta forma de governar?

LG – Esses vieram mais cedo porque, talvez, não tivessem comungado com o povo. Não compreenderam a situação. Não é uma questão de liberdade porque o Salazar veio libertar muita gente.

AE – E a guerra colonial?

LG – Salazar concebeu a possibilidade de uma unidade entre nós e as províncias ultramarinas. Errou… O seu isolamento não o deixou perceber a realidade exterior. Faltou-lhe viajar. No entanto, também achamos que Mouzinho de Albuquerque foi um herói e ele defendia o colonialismo.

Afinal, eles ainda "andem" aí...

OS PRESÉPIOS PRESIDENCIAIS

Os órgãos de comunicação social têm vindo a dar à estampa a tradicional exposição de presépios da colecção particular da primeira-dama, Maria Cavaco Silva. Parece que é uma tradição, mas eu (confesso) nunca prestei atenção aos locais onde, anualmente, essa exposição tem lugar. Desta vez, porém, fixei: É no Museu da Presidência.

Face à minha notória ignorância, não comento. Mas pergunto:

  • Há só um Museu da Presidência, ou há um museu para cada presidente?
  • Como me parece que a primeira hipótese é a verdadeira: o Museu da Presidência pertence ao presidente em exercício, ou ao Estado?
  • Como me parece que a segunda hipótese é verdadeira: oEstado Português é laico, ou confessional?
  • Como me parece que a primeira hipótese é verdadeira: com que direito uma senhora ocupa um espaço que pertence a um Estado laico, com uma exposição particular que pertence, indubitavelmente, ao mundo confessional?
Claro que posso estar enganado. Mas acho que serei corrigido.

2008-12-05

O TRIBUNAL DE CONTAS...




Dizia eu que o Tribunal de Contas informou que os custos da Construção da Casa da Música (Porto) sofreram uma "derrapagem" de cerca de 77,2 milhões de euros - isto para além de ter ultrapassado, largamente, os prazos previstos. Ou seja, o habitual "fartar vilanagem" tão português.
Eu não sei o que os leitores pensam do Tribunal de Contas; mas eu penso bem. Isto porque é graças ao Tribunal de Contas que vamos ficando a saber estas coisas que, até, já não nos espantam. Fazem parte da nossa querida democracia, e na nossa cultura. Mas é sempre bom a gente ir sabendo. E é essa a única utilidade que eu vejo no Tribunal de Contas.
Porque, no fim de contas, o Tribunal das ditas (Contas)... Bom eu ia escrever asneira. Em vez disso, só vou perguntar:
1) - Há responsáveis?
2) - Se há, o que lhes vai acontecer?
3) - Se não há, para que serve o Tribunal de Contas? Para nos dizer o que já sabemos? Ou seja, que há mais quem se governe do que quem governe?

2008-12-03

GOOGLE "AJUDA" TERRORISTAS

Referido no "Peopleware".


É uma informação avançada por várias agências noticiosas. Durante o rescaldo do ataque a vários alvos turísticos ao sul da cidade de Bombaim, foram descobertos vários mapas com esquemas de ataques planeados e riscados meticulosamente utilizando o Google Earth.


Várias informações vão sendo avançadas após os interrogatórios ao terrorista capturado e após as muitas investigações feitas no terreno. Sabe-se por exemplo que os terroristas utilizaram tecnologia de posicionamento global (GPS) com indicações precisas obtidas com auxilio do Google Earth, onde colocaram pontos de ataque à cidade de Bombaim.

Além das acusações à passividade das autoridades do Paquistão, onde de certa forma permitem que o seu território de Caxemira seja utilizado para “formar” e preparar grupos terroristas, as autoridades indianas viram-se também para a exposição que o Google Earth permite aos seus locais sensíveis de defesa.

Não é novo este método e nem é novo este coro de protestos, já anteriormente várias nações se queixaram da exposição que os seus territórios têm, com um vasto leque de informações pormenorizadas aos olhos desta tecnologia.

O facto dos alvos serem turísticos, logo expostos em muitas brochuras informativas não retira toda a estratégia militarmente montada por este grupo de terroristas, que tinham um planos de ataque assente em vários pontos meticulosamente estudados e armadilhados.

Comentário:

Na verdade, a tecnologia sempre existiu. Pelo menos, desde que o Homem descobriu que lascando pedra podia criar armas e utensílios. E desde sempre esse mesmo Homem (homo homini lupus - o homem é o lobo do homem) utilizou essa tecnologia para o mal. O mal está intrinsecamente ligado ao homem que, além de animal religioso é, também (se calhar por isso mesmo), um animal guerreiro.
Não quero, de forma alguma, denegrir a actualidade da notícia; ela serve, pelo menos, para despertar consciências. E quando Einstein disse que a 4ª Guerra mundial ia ser com paus e pedras estava, apenas, a falar na tecnologia que o Homem será obrigado a usar, porque as outras já se terão ido.
Mas mesmo os paus e pedras são tecnologia. Se já o foram, por que não voltarão a ser?

2008-12-02

AFINAL, EXISTE


Durante séculos especulou-se acerca do que seria o "quadrado perfeito". Existe, ou não? É possível, ou só existe na imaginação dos geómetras e matemáticos?
Este blogue está em condições de poder afirmar: O PERFEITO QUADRADO existe mesmo!
Podem confirmar aqui.

REFLEXÕES NATALÍCIAS...

Aproxima-se o Natal.
Tradicionalmente, o Natal está associado ao nascimento de Jesus. Há toda uma envolvente religiosa em torno da quadra que, no entanto, está a voltar às suas verdadeiras raízes: o paganismo. Cada vez mais o Natal se está a tornar menos uma festa litúrgica e mais uma festa para os comerciantes.
O Natal é uma festa pagã, e Jesus - o Jesus histórico - terá nascido em 3 de Março, SEIS ANOS depois da data que é atribuída. O "Jesus divino" nunca existiu. Pelo menos nunca ninguém conseguiu provar a sua existência.
Antes da Era Comum, a que muitos chamam, erradamente, "antes de Cristo", já se festejava o " Natalis Solis Invictus ", ou seja, o nascimento do sol invicto. Vamos até à Wikipédia:

"Sol Invictus (Sol Invicto, em latim), também conhecido pelo nome completo, Deus Sol Invicto (Deus Sol Invictus), era um título relígioso que foi aplicado a três divindades distintas durante o Império Romano tardio. Ao contrário de outros, o culto agrário de Sol Indiges ("Sol na Terra"), o título Deus Sol Invictus foi formado por analogia ao título imperial pius felix invictus ("pio, feliz, invicto"). O título foi introduzido pelo Imperador Heliogabalo, durante a sua tentativa abortada de impor um deus Elagabalo Sol Invicto, o deus sol da sua cidade natal Emesa na Síria. Com a morte do imperador em 222 d.C., contudo, o seu culto esvaneceu-se. Em segundo instante, o título invictus ("invicto") foi aplicado a Mitra em inscrições de devotos. Também, aparece aplicado a Marte. Finalmente, o imperador Aureliano introduziu um culto oficial do Sol Invicto em 270 d.C., fazendo do Deus Sol, a primeira divindade do império. Contudo não oficialmente identificado com Mitra, o Sol de Aurélio tem muitas características próprias do Mitraísmo, incluíndo a representação iconográfica do deus com juventude sem barba. O culto de Sol Invicto continuou a ser uma base do paganismo oficial até ao triunfo da cristandade - antes da sua conversão, até o jovem imperador Constantino tinha o Sol Invicto como a sua cunhagem oficial. Do culto ao Deus Sol, atualmente só permanece a data, 25 de Dezembro, que era o dia de adoração dos romanos a este deus saído das cavernas e cujo dia de celebração os cristãos aproveitaram para consagrar como sendo o dia do nascimento de Cristo por ele ter sido declarado "a luz do mundo", sendo assim, para contento do Imperador recém-convertido declarado o tal dia, mas não há nenhuma relação do Catolicismo com o Mitraísmo.
Com efeito, à medida que os dias iam sendo mais pequenos e as noites maiores, os antigos pensavam que os espíritos da noite iam derrotar o sol. Por isso, costumavam pendurar, nas árvores, cordas ou fitas com pedras que, com o vento, balançavam e faziam barulho, "afugentando" os espíritos. Agora, você já sabe como foi "inventada" a árvore de Natal.
Na boa tradição romana, as religiões dos adversários nunca foram combatidas. O que quer dizer que os cristãos não foram perseguidos pela religião, mas pelo uso que faziam dela: a subversão. Aliás, a história ensina-nos que os cristãos sempre fizeram mau uso da religião. Basta que nos lembremos das Cruzadas, da Santa Inquisição, e das "piedosas" Missões.
Assim, quando Constantino “criou" a igreja católica, não impôs o cristianismo; pelo contrário, pegou nos rituais pagãos e adaptou-os ao cristianismo. Por exemplo, e contrariando a Bíblia que diz que Jeová descansou ao sábado, instituiu o descanso semanal ao domingo - dia que os pagãos dedicavam ao sol (donde acha que vem o nome inglês "Sunday", e o alemão "Sontag" - dia de sol?). Do mesmo modo, e porque no 1º Concílio de Nicéia, ficou decidido que Jesus era filho de Jeová, igualmente ficou decidido que teria nascido a 25 de Dezembro - data em que os pagãos festejavam o " Natalis Solis Invictus ". Ou seja, o Solstício de Inverno. Não nos esqueçamos que a 25 de Dezembro e de virgens, nasceram, muito antes de Jesus, de alcunha "Cristo": Hórus, filho de Isis Meri; o seu nascimento foi acompanhado por uma estrela a Este; que por sua vez, foi seguida por 3 reis; aos 12 anos, era uma criança-prodígio; aos 30 anos foi batizado por Anup; tinha 12 discípulos; curou enfermos, andou sobre as águas; foi traído por Tifão, crucificado e enterrado; ressuscitou 3 dias depois. Isto aconteceu 3000 anos Antes de Cristo.
Esta história repete-se com Atis da Frígia, nascido da virgem Nana a 25 de Dezembro; Krishna, na Índia, nascido de uma virgem; Dionísio, da Grécia; Mitra, da Pérsia.